Existência queer e o direito ao melodrama

O Festival Velha Joana levou ao público, entre os espetáculos e intervenções apresentados, dois que têm especial interesse no campo da existência dos chamados corpos dissidentes: a performance “Alegorya – O Desfile”, projeto da primaverense Alice Anayumi, e o espetáculo “Sebastião”, do grupo manauara Ateliê 23.

¡Cerrado! é teatro vivo entre o efeito e a razão

¡Cerrado!, espetáculo do Grupo Pano de Teatro (São Paulo) dá a deixa para atualizar um debate setentista, levantado pelo crítico Anatol Rosenfeld ((1912-1973),no rastro de uma expressão controversa, que causou aderência irrestrita ou furor apaixonado, à época: a ideia de um “irracionalismo epidêmico”, que nas palavras dele tornara-se recorrente ali mesmo, em meio às formas de violência da ditadura brasileira.

Duas alegorias no coração do Cerrado

O menino Inventador, Festival Velha Joana 2025, Neres Fotografia

Entre os espetáculos dos grupos Teatro Faces e Primitivos pautados para esta edição do festival Velha Joana, assistimos nos primeiros dias a dois que têm inegável parentesco tanto nas questões de fundo quanto no acabamento cênico. Os grupos são “prata da casa” e dois dos organizadores da Mostra, junto com o Faces Jovem. Isto, que poderia ser um detalhe acidental, provavelmente passa a ser algo central ao evento. Porque salvo engano as relações entre produção cultural e fatura estética ou, mais especificamente, entre aquilo que estes grupos mobilizam no contexto artístico e formativo da cidade e os seus próprios campos de pesquisa e de pensamento, estão interligados pelos lances da sociabilidade local. É uma percepção inicial, vamos ver se ela permanece de pé até o fim deste encontro em Primavera do Leste.

A Classe Viva

O grupo Teatro Faces Jovem surgiu em 2011, no Mato Grosso, na Escola Municipal de Teatro – Projeto Teatro Faces, reunindo jovens de diferentes comunidades através de projetos sociais que traziam a oportunidade de aproximação com a prática teatral.